ATENDE

A ILP Valentín Paz-Andrade

By on mayo 16, 2013
Luís Gonçáles Blasco (Foz) foi un dos promotores da iniciativa e membro da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP)
Imaxe ILP Valentim Paz-Andrade

O Parlamento da Galiza vem de aprovar, por unanimidade a iniciativa legislativa popular para o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia, apresentada no passado dia 16 de maio pelo grupo promotor como «ILP Valentín Paz-Andrade». Esta ILP fora avalada com mais de 17.000 assinaturas da cidadania galega.
Na exposição de razões para a tramitação e aprovação da iniciativa, o grupo promotor assinala o contexto criado com a atribuição do Dia das Letras Galegas 2012 ao escritor, jurista, político e empresário Valentín Paz-Andrade, «considerando-se oportuno dinamizar e trazer para o âmbito legislativo o pensamento e trabalho desse galego ilustre em relação ao potencial da nossa língua».
Entre outras facetas, Paz-Andrade foi vice-presidente da Comissão Galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, juntamente com Jenaro Marinhas del Valhe, que possibilitou a participação da Galiza nas reuniões para o acordo ortográfico da língua portuguesa que decorreram no Rio de Janeiro (1986) e Lisboa (1990).

Este projeto de lei ainda tem que passar por mais trâmites: abre-se agora um prazo para apresentar emendas antes da discusão parlamentar da lei. Contudo já apareceram algumas contradições nas “defesas” que alguns palamentares fizeram da ILP, como a insistência por parte de membros do PP em que o português “é uma língua estrangeira na Galiza”. Falemos algo sobre isso; apesar de que na tradição -desde Murguia a Castelao- é uma constante o achegamento-identificação de galego e português, com freqüência somos acusados de querermos “substituir” o galego polo português. A língua que ainda falamos nasceu na Galiza histórica: ao norte e ao sul do Minho no que hoje é a CAG e o norte de Portugal; essa língua hoje estendida por tudo o mundo (Brasil, Angola, Macau, Timor-Leste, etc) oficial na ONU, na OEA e na OUA, hoje é conhecida internacionalmente sob o nome de português, algo que não impede que na Galiza lhe chamemos galego.

A 20 de setembro de 2008 constitui-se formalmente na Galiza a Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) à que me honro em pertencer, já com anterioridade (a 7 de abril de 2.008) um dos principais impulsores da AGLP Ângelo Cristóvão na Assembleia da República portuguesa na Conferência Internacional/Audição Parlamentar sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa; Ângelo Cristóvão leu um comunicado a respeito da posição galega e o papel da futura Academia Galega e fora convidado pela própria Assembleia da República. Discutia-se nesse ato a posta em vigor do Acordo que, na atualidade, já é oficial em Portugal, Brasil, Angola e pronto o será em todos os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A AGLP sempre atenta às particularidades lingüísticas do país elaborou um vocabulário de léxico galego para ser incorporado no próximo Vocabulário Ortográfico Comum, este vocabulário tem mais de 800 entradas que já foram incorporadas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa editado em outubro de 2009 pola Porto Editora e também no vocabulário on line Priberam com o que a AGLP tem estabelecida uma parceria ao igual que com a Porto Editora e uma série, a cada mais grande, de instituições acadêmicas e lingüísticas da CPLP.

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